quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ao meu cunhado Vilson Luiz

SONETO
Adail de Bittencourt

Fui um gaúcho sobranceiro e forte,
Vivia alegre como um sol nascente;
E capaz de enfrentar a própria morte
Se ela ousasse surgir em minha frente.

Mas um dia me fiz daqui ausente,
Deste meu berço que me deu má sorte,
Parti sentindo uma saudade ardente,
Parti gemendo em direção ao norte.

Sulquei os mares e subi montanha,
Muitos anos passei em terra estranha,
E só Deus sabe o quanto padeci!

E mesmo nesse sofrer sem fim...
Nunca pude retornar
Pra morrer no berço onde nasci...

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