quarta-feira, 14 de outubro de 2009

À minha filha: "Eterno enquanto durou..".

Um dia ela nasceu: linda e "loira". E com o passar do tempo, fui vendo q apesar de não ser loira, ela era muito bonita, com seus cabelos e olhos escuros. E foi crescendo uma menina calma, inteligente e amável para com todos!
Sempre foi nosso encanto! Nosso orgulho! Nossa esperança!Talvez, por ser nossa única filha mulher.
Sei que fui uma mãe exigente com todos!Mas gostava de deixá-los também à vontade pra observar a maneira de cada um!
Trabalhava muito fora, mas sempre encontrava tempo pra cuidar muito bem dos quatro e de tudo da casa!
Logo depois do casamento, quando vi a minha poupança ficar a zero, a vida começou a ficar muito difícil, foi quando me decidi fazer outras coisas!...Além de professora, fui repositora de biscoito em Supermercados; Fiz perfumes pra vender;E quando consegui juntar alguns trocados, comecei a emprestar aos amigos, cobrando os juros da praça!
Só tive "secretárias" no início, quando os filhos eram pequenos... Depois, não tinha mais cozinheira, lavadeira, faxineira ou qualquer outra "eira" pra me ajudar!...Fazia tudo sozinha.Nem sei como o tempo dava pra tudo!E como minha saúde aguentava.
Fui aquela mãe amorosa demais, cuidadosa ao extremo! Apesar de ter um marido sempre trabalhando longe, eu nunca deixei faltar nada em casa!O meu caso era mesmo organizar pra não ser preciso ocupar marido!
Comecei a querer fazer mais e mais... e fui dobrando o serviço! Até q cheguei ao último patamar: o máximo de aulas no Estado e o máximo na Prefeitura! E fazia tudo com dedicação e amor a minha profissão!
Embora existissem os dias de folga entre um e o outro dia de aula, vivia sempre atarefada demais, correndo daqui pra ali, de lá pra cá;Indo a Bancos, ao comércio, às feiras. E elaborava provas e atividades escolares até nas madrugadas!...
Onde eu ia todas as quintas à noite e não podia faltar era à Telebahia pra falar com minha mãe;Pois na época tinha vendido até nosso telefone pra poder comprar uma casa pra ela perto de mós!
Eu só andava de coletivo, carregando meninos, sacos e sacolas... e só muito tempo depois é q pude comprar um carro. Era um carro muito velho, caindo os pedaços, mas o que me facilitava muito a vida...
Aos cinco anos de idade, minha filha apareceu de repente, com uma doença q estava alastrada aqui na cidade: gastroenterite. No tempo matou muitas crianças! Fiquei apavorada porque vi a menina sucumbindo aos poucos... Já não andava mais...e eu sem saber mais o q fazer! Não lhe tirava dos braços um segundo sequer. Tinha medo de lhe hospitalizar! Mas, quando não vi outra saída, pedi o carro e um motorista ao pai pra andar com ela pra todos as Clínicas e Hospitais da cidade!Recorri a todos, até encontrar em um o sôro que salvou minha filha!!!
Enfim ela cresceu, ficou mocinha, e por ser mulher, era muito amorosa com todos de casa! Ali sempre muito apegada a mim, ao pai e aos manos!
A diferença entre ela e os meninos era bem visível: Nem nas férias, quando todos passavam na fazenda dos meus pais, eu concordava q a menina fosse!
Foram muitos momentos de dificuldades!Sem a gente saber como agir com ela!
Mais do q seus irmãos, ela precisava de muita coisa!Inclusive de uma boa escola!Depois uma boa casa! Aparelho ortodôntico, q não custava pouco!E muitas outras coisas q eu tive de fazer por ela, por ser a filha mulher!
Quando ficou moça, era quem organizava nossos Natais, nossas festinhas de aniversário! Na verdade sempre foi aquela garota feliz,a alegria do nosso lar!
Mas não foi nada fácil a sua vida e nem a minha como mãe!! Ela era rebelde tbém; Só fazia o q queria e gostava. Mas pra isso ela foi criada mesmo...Na verdade,eu e o pai gostávamos mesmo de respeitar as escolhas de cada um, embora não parecesse...Afinal de contas, era uma liberdade vigiada!
Aos 18 anos, surgiu a gravidez! Foi uma surpresa , embora não sofremos tanto, como era de se esperar! Gostávamos do rapaz, o qual tratávamos como um filho!
Depois ele quis morar conosco! Aceitamos, pensando levá-los ao casamento um dia!
Quando meu neto nasceu,criança muito linda, perfeita, estávamos todos muito felizes e esperançosos!Mas o casamento nunca saiu!Por ele, por ela...Acho que nenhum dos dois queria!
O caso aqui parecia ser iguais aos "Rolas" q não casou ninguém...
Comecei a destruir minha casa pra construir o apartamento deles, na parte de cima.Tudo ficou logo pronto e muito bom!
Ainda serviu pra viverem alguns anos! Uma época de muito movimento lá em casa: Muita festa...Muita alegria...Muita confusão também...Mas q não deixou de ser, eu sei, um tempo inesquecível pra todos nós! E ETERNO ENQUANTO DUROU...

domingo, 11 de outubro de 2009

TROCANDO A MIUDOS...

Agora...parei pra pensar, se errei na educação q dei para meus filhos!!!...
Lembro ter tomado sozinha, embora tivesse marido, as rédeas da casa e da vida dos quatro!
Lembro ter sempre trabalhado os três turnos em duas escolas diferentes, mas sempre estava presente nas resoluções de todas as coisas!
Meus domingos e feriados eram dentro de casa com eles.
As festas todas se fazia no bairro onde a gente morava! De maneira q nossa vida se resumia ali.
Fui uma mãe autoritária, sei disso , mas nunca judiava e nem deixava faltar nada pra eles!E acima de tudo gostava de respeitar a opinião de cada um, embora fossem crianças!
A menina, como única, foi criada com muito zêlo.As amizades eram escolhidas de dedo; Tinha uma vida bem vigiada!
Quando ela ficou mocinha, mudamos de morada. Fomos para uma casa maior e melhor!Tbém mudaram de escola e de amizades; Eles gostaram muito e ali começaram as transformações!
Com o passar do tempo, aquelas crianças pacatas e obedientes já não eram as mesmas pessoas...
Os meninos ficaram donos de si, já não queriam obedecer!...A menina-moça começou a namorar e a demonstrar sua verdadeira personalidade forte, resoluta!
Foi uma transformação abrúpta e q não esperava isso acontecer tão depressa!
Todos pareciam saber o q queriam da vida, embora a gente q é mãe, sempre ache q ainda continuam crianças e não sabem de nada...
Já nada era igual como era antes! Perdi o controle de meus filhos.Ninguém queria mais ser comandado. Cada um tinha a sua própria maneira de ser e esta maneira muitas vezes contraditória a minha e por isso preocupante!
Adultos sempre acham q não nos devem satisfações.Principalmente, a filha mulher! E tudo isso sempre me causou um profundo constrangimento.
Como sou de um povo forte, embora sensível, foi difícil pra me adaptar a esta nova situação!Eu ficava e ainda continuo ficando muitas vezes perdida, sem saber como agir, diante de determinadas situações! Com vontade às vezes até de "meter a mão na cara" quando alguma coisa me contrariava...
Lembro q meu pai cotumava dizer: "Aqui não tem idade pra vocês deixarem de me obedecer..." Aquilo é q era um paizão!Não tinha medo de ser odiado...E nunca perdeu o seu jeito de pai "mandão." Com aquela sua maneira determinada e segura, ele seguiu pelo resto da vida!
Mas não sei se por eu ser mulher, comigo tudo foi mais difícil e dolorido...
Teve momentos na minha vida, q penseidesistir! Sonhei fugir pra longe e deixar o barco afundar ou...de repente, até viajar sozinho em águas tranquilas... sem eu!
Mas olhava meu neto, tão pequeno ainda e precisando tanto de mim ...
Afinal, o q me restava mesmo, era ir tocando este barco!!Não é fácil abandonar o que com tanto trabalho, sacrifício e amor se construíu ao longoda nossa vida!
Agora não tinha mais volta!...O negócio era sermos amigos, mãe e filhos!
A criação q dei para eles, tudo indica fez dos quatro, pessoas muito fortes e decididas. Que logo se sentiriam independentes sozinhas, sem precisarem mais da ajuda de ninguém!
Termino fazendo uma prece a Nossa Senhora Aparecida q hoje é o dia dela. Q Ela, q tbém é Mãe, sabe de todas as coisas, q me dê forças para prosseguir até o final.Q meus filhos enfim reconheçam tudo o que fiz por eles. E me vejam como uma mãe q só viveu pra dar a todos o melhor! E ajudá-los a serem felizes!!!
Se errei em alguma coisa, é normal. Sou humana.
Não peço perdão de coisa alguma, pois seria hipocrisia de minha parte! Uma vez q se fosse pra recomeçar, faria tudo igualzinho novamente como fiz...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

ABRAÇOS! ABRAÇOS! CAMPANHA DO ABRAÇO..

DESCULPE...Menos. Menos...Dou abraço em quem merece!!! Inimigos?...TOU FORA...
Existe uma pessoa nesse Mundo de meu DEUS, q eu jamais poderia lhe dar um abraço!Mas nem q a vaca tussa!...Nem. Nem na hora de minha morte!!!Essa beleza...q não tem nada de belo,quer saber?? Ela é uma tal Diretora de escola: Talvez, Maria da (des)Graça, junta com outra chamada...ah, me esqueci do nome da "parda" juro...Eu aqui poderia dizer "da negra" da marrom, da azulzinha q trabalhava junto com ela... Mas aqui não se trata de campeonato de cores! Falo parda porque ela é parda enquanto estiver viva. Aquele tipo diferente...q não é branco, nem preto!Que não é simpática ou q tenha um pingo sequer de qualquer tipo de atrativo em cima dela!...Mas vamos ao q interessa...Uma delas entrou no Ginásio Municipal Joselito Amorim por ordem da Secretaria de Educação do Município!O Municipal era um Ginásio por demais visado, por ser no centro da cidade... Onde havia já há 25 anos uma turma de bons professores trabalhando tranquilos; E alguns já bem antigos,só esperando a aposentadoria!
Era aquele tipo de coisa:Quem já estava não saía e quem estava fora não podia entrar!A escola já com o quadro de funcionários completo, mas ela teria sido enviada da Secretaria, não se sabe com q intenção! Mas chegou se fazendo de mui amiga de todos!Aquele tipo q só faz sorrir! Cumprimentar e até beijar se fosse preciso...
Chegou a época da eleição de Diretores, não sei como nem porquê a nossa Diretora colocou esta criatura numa chapa e fez a propaganda como sempre ocorria. Acredito, q na intenção de voltar na´próxima. Mas só q não houve próxima! A coisa não foi bem como nossa Diretora calculou...A fulana depois de eleita, junta com outra da própria escola, se afastou da antiga Direção e inclusive pôs pra fora todo aquele pessoal que lhe ajudou! Começando a agir por conta própria; Barbarizando o ambiente!!!E usando de todos os artifícios possíveis e imaginários pra prejudicar um e outro, com mentiras, picuinhas e tantas outras misérias q, sem pena e sem dó, aplicavam nos professores da casa!Conseguindo, dessa forma, jogar uns contra os outros, num verdadeiro pandemônio!
Foi um tempo de terror naquela escola!...
Secretário de Educação era convocado vez em quando, para resolver problemas envolvendo professores!Sendo q um deles quase foi posto fora do serviço público, necessitando de advogado para resolver sua situação.
Muitos sem quaisquer motivos. Enquanto q outros ela não conseguia se livrar fácil: eu, por exemplo!Sempre gostei de ser humilde e cumprir direito com minhas obrigações mas, sinceramente nem mesmo assim, querendo ser forte,deu certo permanecer ali!Aquilo tudo contra meus colegas me fazia muito mal...
Foi quando naquela manhã tomei enfim minha decisão: peguei minhas três cadernetas e saí sem dar satisfação a ninguém. No outro dia, me apresentei à Secretaria, no objetivo de expor o caso e arrumar outra escola pra trabalhar!
Aconteceu q alguns teimaram em ficar,de repente um morreu de enfarto. O caso da Profa. Ione. Pessoa muito querida q anos mais tarde tentou a eleição junto com a tal e q teria ganho, se não tivesse havido mutreta...
E, o q ocorreu? Elas duas ainda foram pro enterro da moça! ...CARAS DE PAU...Mas lá, a mãe da professora morta, expulsou-as da casa.Q foi um terror!!! Elas cinicamente, ainda insistiram em continuar na calçada do outro lado da casa...O resto? Nada sei dizer! Pois eu, graças a Deus, não estive presente nesse acontecimento tão triste! Afinal, todos nossos colegas eram como irmãos, pelo tempo q trabalhamos juntos!E rever aquelas caras malditas, que só fizeram o mal pra todos nós, não seria bom pra quem pretende esquecer para sempre, tudo aquilo q passei bem no final do meu tempo de professora!!!!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

BEN...a música do amigo de Michael

Caminhávamos "sozinhos" mas não abandonados...de Invernos a Verões...de repente , chegamos um na vida do outro! E já era Outono: mudanças bruscas no tempo. As frutas bem amadurecidas começavam a cair no chão!... Outono tbém nas nossas vidas: intranquilas e duvidosas...Chegamos disfarçados apenas de "amigos." E nunca mais fomos embora.
I ll never be alone. (TO: Cori)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um peixinho fora dágua...

Depois de 44 anos longe de Cícero Dantas, durante o I Reencontro de Confraternização dos Jovens dos Anos 60,garanto que eu estive nesta festa e me senti um peixinho fora dágua... Embora sabendo dos muitos amigos q eu poderia ter ali.
Era impossivel que a gente não tivesse mudado em tantos anos...E como sempre fui muito lerda, por ter chegado atrasada ao evento, não observei os crachás com os nomes das pessoas! E a maioria não os reconheci...
Agradeço aos amigos que ainda me procuraram na Igreja pra me abraçarem! Nestes eu pude sentir a mesma emoção de como se tivéssemo-nos afastados de poucos dias!...Queridos colegas de escola dos anos 60. Pessoas que conheceram meus pais. Alguns que foram alunos de mamãe; Outros muitos que frequentavam nossa casa e eram realmente nossos amigos em todos aqueles anos em que residimos naquela cidade!E fomos tão felizes!!!
A verdade é que naquela festa, fui acediada por uma grande emoção e uma grande saudade por saber que ali, naquele lugar, não existiam mais a minha casa, a minha familia!
Sei q a dor não deve ter sido só minha. Tbém de muitas pessoas ali...Mas a maioria era da cidade e com seus familiares!
Mas sei compreender, apesar de tudo o q senti, q foi uma festa muito linda! Onde todos aqueles idosos, puderam se sentir jovens novamente.Inclusive eu, com toda a minha tristeza e toda a minha certeza de que daqui pra frente, pra ficar triste ou alegre, não vai existir outra festa igual a este Reencontro, no qual nunca vou deixar de marcar presença... Onde quer q eu esteja!!!